A deputada federal Rogéria Santos (Republicanos-BA) divulgou uma forte manifestação de repúdio e pesar diante do brutal assassinato da professora de Direito Penal e escrivã da Polícia Civil, Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, morta a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula na Faculdade Metropolitana em Porto Velho (Rondônia) na última sexta-feira (6).
O crime, registrado em ambiente acadêmico e investigado como feminicídio, gerou comoção nacional e debate sobre a segurança em instituições educacionais e a necessidade de políticas públicas mais efetivas de proteção às mulheres. A docente, reconhecida por sua dedicação ao ensino e à segurança pública, foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos, e a instituição de ensino decretou luto de três dias.
Em nota oficial, Rogéria Santos classificou o assassinato como “um ataque covarde não apenas contra uma educadora, mas contra o direito à vida, à segurança e à educação em nosso país”.
“A tragédia vivida em Porto Velho expõe, mais uma vez, a urgência de leis mais rigorosas e mecanismos de proteção real para mulheres e profissionais em todos os espaços, especialmente aqueles onde a convivência deveria ser pautada pela confiança, pelo respeito e pelo debate civilizado”, afirmou a deputada.
Segundo dados oficiais, o Brasil segue enfrentando altos índices de violência contra mulheres, com milhares de casos de feminicídio registrados anualmente, apesar de avanços legislativos nos últimos anos. (dados compilados por órgãos de segurança pública) Dados de violência letal contra mulheres no Brasil reforçam a necessidade de políticas ampliadas de proteção.
Rogéria Santos também destacou a importância de aprovação e sanção de projetos de lei que reforcem a segurança nas escolas, universidades e espaços públicos, além de propostas que garantam atendimento especializado a mulheres em situação de risco e penalidades mais severas para crimes de violência de gênero.
“A memória de Juliana Santiago deve nos impulsionar a agir com responsabilidade e determinação no Congresso Nacional. Precisamos transformar dor em políticas concretas que garantam vidas e que protejam nossas meninas e mulheres em cada cidade, em cada sala de aula, em cada comunidade”, completou a parlamentar.
O autor do crime foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, que prossegue com as investigações.




