Bahia é o 2º estado mais violento do Brasil e Rogéria Santos cobra respostas do Governo Federal

Preocupada com o avanço da violência no Brasil e, especialmente, com a grave situação enfrentada pela Bahia, a deputada federal Rogéria Santos apresentou um requerimento de informações RIC n.1470/2026 ao Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitando esclarecimentos sobre as medidas adotadas pelo Governo Federal diante dos dados revelados pelo Atlas da Violência 2026.

O documento questiona quais ações estruturantes estão sendo implementadas para reduzir os índices de homicídios nos estados e municípios mais violentos do país, além de cobrar informações sobre investimentos do Fundo Nacional de Segurança Pública, operações integradas contra organizações criminosas, fortalecimento da inteligência policial, prevenção ao recrutamento de jovens por facções e eventuais propostas legislativas para o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

Segundo o Atlas da Violência 2026, o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, com taxa nacional de 20,1 mortes por 100 mil habitantes. Na Bahia, o cenário é ainda mais preocupante: o estado aparece como o segundo mais violento do país, com taxa de 40,9 homicídios por 100 mil habitantes, atrás apenas do Amapá. Municípios como Jequié, Camaçari e Simões Filho figuram entre os mais violentos do Brasil, enquanto Salvador foi apontada como a capital mais violenta do país.

Para Rogéria Santos, os números demonstram que a violência deixou de ser apenas uma questão estadual e exige uma resposta firme e coordenada por parte do Governo Federal.

“Os dados do Atlas da Violência são alarmantes e mostram que milhares de famílias continuam sendo destruídas pela criminalidade. A Bahia vive uma situação extremamente preocupante e a população precisa de respostas concretas. O Governo Federal deve apresentar quais estratégias estão sendo adotadas para combater as facções criminosas, fortalecer a inteligência policial e garantir mais segurança para quem vive nas cidades mais afetadas pela violência”, afirmou a parlamentar.

A deputada ressaltou que o Parlamento tem o dever de fiscalizar a execução das políticas públicas e cobrar transparência sobre a aplicação dos recursos destinados à segurança pública.

“Segurança pública não pode ser tratada apenas com medidas emergenciais. É preciso planejamento, integração entre União, estados e municípios, investimento em inteligência, enfrentamento ao tráfico de armas e drogas e políticas de prevenção para impedir que nossos jovens sejam recrutados pelo crime organizado. A população baiana merece viver sem medo”, concluiu.

No requerimento, Rogéria Santos também solicita informações sobre a ampliação do efetivo da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional nas regiões com maiores índices de violência, além do monitoramento das metas previstas no Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social. O objetivo é acompanhar de forma transparente as ações do Governo Federal e verificar a efetividade das políticas adotadas para reduzir os homicídios e combater a criminalidade no país.