O Brasil registrou um novo recorde de feminicídios em 2025. De janeiro a dezembro, foram contabilizados 1.470 casos, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número supera o total de 2024, que até então era o maior da série histórica, com 1.464 registros. Na prática, os dados oficiais indicam que, no ano passado, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia apenas pelo fato de serem mulheres.
Os números ainda podem ser maiores. O estado de São Paulo, que lidera o ranking nacional, com 233 casos, ainda não teve os dados de dezembro totalmente atualizados na base federal. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 139 registros, Rio de Janeiro, com 104, e a Bahia, com 87 casos. Em uma década, o país registrou um crescimento de 316% nos feminicídios, desde a criação da tipificação do crime, em 2015, quando foram registrados 535 casos.
Diante desse cenário alarmante, a deputada federal Rogéria Santos alertou para a necessidade de respostas mais firmes do poder público. “Esses números não são apenas estatísticas, são vidas interrompidas, famílias destruídas e um retrato cruel da violência de gênero que ainda persiste no nosso país. O Estado precisa agir com mais rapidez, prevenção e proteção às mulheres”, afirmou a parlamentar.
Reconhecida por sua atuação na defesa dos direitos das mulheres, Rogéria Santos tem apresentado e apoiado projetos de lei voltados ao enfrentamento da violência de gênero. Entre as iniciativas de sua autoria estão propostas para fortalecer a rede de proteção às mulheres em situação de risco, ampliar o acesso a medidas protetivas de urgência, garantir atendimento psicológico e jurídico às vítimas e aprimorar a fiscalização do cumprimento das decisões judiciais contra agressores.
A deputada também tem defendido investimentos contínuos em políticas de prevenção, educação e conscientização. “Não basta punir depois que a violência acontece. Precisamos atuar antes, com políticas públicas que cheguem aos territórios, que eduquem, que protejam e que deem condições reais para que mulheres rompam ciclos de violência”, destacou.
Para Rogéria Santos, o aumento expressivo dos feminicídios em dez anos evidencia que o combate à violência contra a mulher deve ser tratado como prioridade nacional. “Enquanto uma mulher continuar morrendo por ser mulher, nossa democracia estará incompleta. Seguiremos lutando no Congresso para transformar leis em proteção real e salvar vidas”, concluiu.




